As tecnologias da informação e da comunicação podem contribuir para uma nova cultura de partilha, ao permitir criar e comunicar informação à distância...
(Mendelsohn, 1998)
Ao contrário do que se passa nas instituições de educação de infância, muitas crianças, desde cedo, têm acesso aos computadores em casa, ou porque vêem os pais a utilizá-los ou porque estes lhes oferecem consolas de videojogos. Mas os programas utilizados em casa são diferentes daqueles utilizados no jardim de infância. Em casa utilizam sobretudo videojogos, de comercialização massificada, enquanto na instituição os programas utilizados têm uma finalidade didáctica. No entanto, este facto esteja a mudar visto que cada vez mais a indústria do software, em particular o multimédia, desenvolve programas que para além da componente lúdica, inclui objectivos educativos.
No que concerne às crianças provenientes de ambientes familiares desfavorecidos, o panorama não é tão animador. Visto que em casa não lhe pode ser proporcionado este tipo de experiências, seria desejável que o pudessem encontrar no jardim de infância. De facto, neste como em alguns outros domínios, o pré-escolar é o parente pobre do sistema educativo. O primeiro projecto de âmbito nacional, de introdução dos computadores nas escolas, o denominado Projecto Minerva, que se desenvolveu de 1985 a 1994, só marginalmente se preocupou com o pré-escolar, introduzindo computadores nas salas de jardim de infância, formando as educadoras e desenvolvendo investigação (ver: Ponte, 1994*; Miranda, 1995**). Os actuais projectos de introdução das tecnologias da informação e comunicação nas escolas, o Projecto Uarte, da responsabilidade do Ministério da Educação, parecem caminhar no mesmo sentido, embora este último tenha dado alguns passos positivos em relação ao pré-escolar.
(Mendelsohn, 1998)
Ao contrário do que se passa nas instituições de educação de infância, muitas crianças, desde cedo, têm acesso aos computadores em casa, ou porque vêem os pais a utilizá-los ou porque estes lhes oferecem consolas de videojogos. Mas os programas utilizados em casa são diferentes daqueles utilizados no jardim de infância. Em casa utilizam sobretudo videojogos, de comercialização massificada, enquanto na instituição os programas utilizados têm uma finalidade didáctica. No entanto, este facto esteja a mudar visto que cada vez mais a indústria do software, em particular o multimédia, desenvolve programas que para além da componente lúdica, inclui objectivos educativos.
No que concerne às crianças provenientes de ambientes familiares desfavorecidos, o panorama não é tão animador. Visto que em casa não lhe pode ser proporcionado este tipo de experiências, seria desejável que o pudessem encontrar no jardim de infância. De facto, neste como em alguns outros domínios, o pré-escolar é o parente pobre do sistema educativo. O primeiro projecto de âmbito nacional, de introdução dos computadores nas escolas, o denominado Projecto Minerva, que se desenvolveu de 1985 a 1994, só marginalmente se preocupou com o pré-escolar, introduzindo computadores nas salas de jardim de infância, formando as educadoras e desenvolvendo investigação (ver: Ponte, 1994*; Miranda, 1995**). Os actuais projectos de introdução das tecnologias da informação e comunicação nas escolas, o Projecto Uarte, da responsabilidade do Ministério da Educação, parecem caminhar no mesmo sentido, embora este último tenha dado alguns passos positivos em relação ao pré-escolar.
É tempo das educadoras de infância apresentarem projectos de escola e projectos curriculares que integrem as novas tecnologias. É necessário cultivar uma atitude informada, racional e crítica, analisando as possibilidades e limites dos computadores e dos programas existentes, sabendo quando e como utilizá-los.
Os computadores, só por si, não são bons nem maus. O modo como os utilizamos é que pode ser positivo ou negativo. Cabe-nos a nós, adultos, pais e profissionais da educação, controlar o tempo e o tipo de programas que as crianças utilizam, não as deixando entregues a si próprias e à máquina, numa atitude displicente e irresponsável. Nem todas as crianças são provenientes de ambientes familiares atentos a este aspecto, cabe à escola um papel determinante neste sentido, tentando reconhecer estas situações e ajudando a interpretar o que as crianças vêem e ouvem na TV e fazem com os computadores, mostrando-lhes ainda que com estes podem realizar coisas muito interessantes e educativas.
Assim, os computadores devem ser integrados na educação pré-escolar, como meios auxiliares dos processos de ensino e de aprendizagem. As aplicações possíveis podem ser classificadas em duas perspectivas de utilização, apesar da sua diversidade. Numa, o computador assume o papel de um “professor electrónico”, que dá a matéria, propõe exercícios e avalia os alunos – é o computador como tutor, (exemplo: os programas incluídos no conceito de CAI – Computer Assisted Instruction). Uma outra possibilidade, é a do computador como instrumento de apoio à aprendizagem, ao serviço de educadores e alunos – é o computador como ferramenta. Deste modo, os computadores são como um instrumento polivalente de apoio aos processos de ensino e de aprendizagem (exemplo: os programas de estrutura aberta e sem uma finalidade curricular específica – os programas de processamento de texto e bases de dados, as folhas de cálculo, as conferências por computador, os programas hipermédia e multimédia, como o Power Point, a programação informática, onde se inclui a linguagem Logo, algumas simulações e alguns micromundos). Pode ainda incluir-se nesta categoria a construção de páginas para a Internet e a utilização pedagógica do correio electrónico.
No entanto, estas duas vertentes estão relacionadas. A adopção de uma ou das duas vai ser condicionada por um conjunto de factores, como a filosofia educativa da instituição educativa e dos educadores, os objectivos que pretendem atingir, o nível de desenvolvimento e conhecimento dos alunos e os constrangimentos do mercado.
A instrumentação do acto educativo pode, quando bem feita, proporcionar um mais eficiente controlo da situação de ensino/aprendizagem, constituindo um poderoso factor de motivação, envolvência e enriquecimento do aluno e do professor.
Os computadores, só por si, não são bons nem maus. O modo como os utilizamos é que pode ser positivo ou negativo. Cabe-nos a nós, adultos, pais e profissionais da educação, controlar o tempo e o tipo de programas que as crianças utilizam, não as deixando entregues a si próprias e à máquina, numa atitude displicente e irresponsável. Nem todas as crianças são provenientes de ambientes familiares atentos a este aspecto, cabe à escola um papel determinante neste sentido, tentando reconhecer estas situações e ajudando a interpretar o que as crianças vêem e ouvem na TV e fazem com os computadores, mostrando-lhes ainda que com estes podem realizar coisas muito interessantes e educativas.
Assim, os computadores devem ser integrados na educação pré-escolar, como meios auxiliares dos processos de ensino e de aprendizagem. As aplicações possíveis podem ser classificadas em duas perspectivas de utilização, apesar da sua diversidade. Numa, o computador assume o papel de um “professor electrónico”, que dá a matéria, propõe exercícios e avalia os alunos – é o computador como tutor, (exemplo: os programas incluídos no conceito de CAI – Computer Assisted Instruction). Uma outra possibilidade, é a do computador como instrumento de apoio à aprendizagem, ao serviço de educadores e alunos – é o computador como ferramenta. Deste modo, os computadores são como um instrumento polivalente de apoio aos processos de ensino e de aprendizagem (exemplo: os programas de estrutura aberta e sem uma finalidade curricular específica – os programas de processamento de texto e bases de dados, as folhas de cálculo, as conferências por computador, os programas hipermédia e multimédia, como o Power Point, a programação informática, onde se inclui a linguagem Logo, algumas simulações e alguns micromundos). Pode ainda incluir-se nesta categoria a construção de páginas para a Internet e a utilização pedagógica do correio electrónico.
No entanto, estas duas vertentes estão relacionadas. A adopção de uma ou das duas vai ser condicionada por um conjunto de factores, como a filosofia educativa da instituição educativa e dos educadores, os objectivos que pretendem atingir, o nível de desenvolvimento e conhecimento dos alunos e os constrangimentos do mercado.
A instrumentação do acto educativo pode, quando bem feita, proporcionar um mais eficiente controlo da situação de ensino/aprendizagem, constituindo um poderoso factor de motivação, envolvência e enriquecimento do aluno e do professor.
As novas tecnologias da informação e da comunicação aumentam a capacidade para tratar a informação e, no caso de uma correcta utilização, permitem ampliar o funcionamento cognitivo dos alunos durante a aprendizagem. Para o efeito, é necessário saber escolher os programas adequados para ensinar determinados conteúdos, sendo de extrema importância saber o que torna uma aprendizagem mais eficaz. Esta só o é se os alunos estiverem activamente envolvidos a construir conhecimento, de modo cumulativo, integrativo, reflectido, intencional e tendo em vista atingir determinados objectivos.
*Ponte, J. P.. (1994). "O Projecto MINERVA: Introduzindo as NTI na educação em Portugal". Lisboa: Departamento de Programação e Gestão Financeira do Ministério da Educação.
**Miranda, G. L.. (1995). "Os Computadores e o Ensino, o Logo e a Aprendizagem: um balanço crítico". Lisboa: IHS Psicologia, vol.10, nº3, p.175-191.

1 comentário:
No seguimento da tua reflexão sobre o "bom" e "mau" computador (quase como tudo, aliás)posso referir a vastíssima gama de software educativo que existe no mercado, mesmo para crianças muito pequenas.
Vou fazer referência especial ao "A cabana de Papim", software educativo para crianças a partir dos 3 anos, desenvolvido por uns amigos (pais heróis!) que se viram na necessidade de produzir software específico para estimular um filho com necessidades educativas especiais. Desde então, já receberam 7 conceituados prémios. Ora espreitem: www.papim.com.
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